Prestígio, s.m. (do Lat. praestigiu) Domínio, fascinação, atracção, grande influência, importância social, respeito, consideração, mérito.
Caros docentes e discentes da mui nobre Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Beja,
Provavelmente na azafama diária para cumprir as obrigações familiares e laborais (para aqueles que são trabalhadores e estudantes, ou trabalham noutro local e dão aulas na Escola) e ainda ter tempo de pegar nos livros, ir às aulas e tentar terminar uma licenciatura ou possibilitar a outros os conhecimentos que levem a tal objectivo, não temos muitas vezes tempo para parar e pensar. Pensar em quê, concretamente, dirão.
Pois bem, pensar que o vosso trabalho na ESTIG, não será de todo de inferior intensidade e qualidade à maioria daqueles que estão noutras escolas superiores do nosso País. No entanto, algumas delas ao terem um rótulo de prestígio, ao serem reconhecidas como instituições de ensino superior de prestígio, possibilitam a quem lá leciona ou a quem lá se forma, um caminho muito mais fácil em toda a sua vida laboral extra-escola.
É certo que, não é de um dia para o outro que se adquire um estatuto de instituição de prestígio, e muitos são os factores que para tal contribuem, e muitos deles não são facilmente domináveis.
É também certo, que muitos de vós dirão que apenas querem o título de licenciado ou ter o prazer ou o proveito de dar aulas no ensino superior. Pois bem, mas nunca saberão como será o dia de amanhã e com quem terão de disputar um lugar e que lugar. E nesse dia, não será indiferente o vosso curriculum e de onde ele provém!
A ideia, ou o desafio que deixo aqui, e ao qual espero um contributo massivo da vossa parte, é saber de que forma, num curto prazo, podemos, todos nós, contribuir para que a ESTIG seja uma referência nacional, ou pelo menos regional, nas áreas e nos cursos que ministra.
Na parte que me toca, e no que ao curso de Gestão diz respeito, deixo desde já algumas ideias:
a) este blog apesar de ser uma brincadeira, poderá ser um enorme cartão de visita da qualidade da massa cinzenta que anda dentro daquelas paredes modernas; Participem, comentem, postem, sempre com qualidade e empenho, não entrem apenas para ver se mais alguém colocou alguma coisa e mais nada;
b) vamos por de pé uma ciclo de conferências, com figuras de destaque do mundo empresarial e da politica económica, onde, à parte de cor politica ou simpatias pessoais, se discutirá de que forma o Alentejo e Portugal podem realmente andar para a frente;
c) será importante trazer professores de outras universidades portuguesas, para através de colóquios ou aulas suplementares, partilharem connosco as suas experiências. Não que a qualidade daqueles que leccionam na ESTIG esteja em causa. Simplesmente, nos grandes centros como Lisboa e Porto, e respectivas universidades, existem académicos que terão uma experiência e uma forma de abordar os temas que contribuirá para um brain-storming de elevada qualidade, que só contribuirá para elevar a imagem do que de bom aqui se faz!
d) ao abrir a ESTIG a iniciativas deste âmbito, e outras, certamente também estaremos a revelar a nossa qualidade e a derrubar certos falsos estigmas, sobre a qualidade do ensino nos politécnicos do interior.
Mas certamente, muitas outras ideias e opiniões irão chegar. Conto convosco, para que o prestígio seja algo invisível mas presente no nosso curriculum futuro.
Abraço
Vitor Martins Romão
terça-feira, dezembro 8
A CULTURA EMPREENDEDORA NACIONAL
É sobejamente conhecido que a imagem tradicional do empresário português não é muito abonatória, pelo menos quando comparada com outros paises avançados.
Assim , um inquérito recentemente feito a gestores estrangeiros radicados em Portugal revela que, em média, os nossos gestores são encarados como sendo demasiado formais , autocráticos, e pouco eficientes na gestão do tempo, alêm de pouco apostarem no planeamento estratégico e no trabalho de equipa. O mesmo diagnóstico é traçado num estudo de Miguel Pina e Cunha, que conclui que, apesar de se terem registado algumas melhorias nos ultimos anos, a qualidade média dos nossos gestores ainda deixa um pouco a desejar. Nomeadamente, segundo este estudo, muitos dos gestores portugueses são um pouco "paroquiais", continuam a improvisar em demasia, tomam resuloções muitas vezes " em cima do joelho" e deixam muitas decisões para a última.
Igualmente, em média, as empresas nacionais tendem a adoptar técnicas de gestão menos sofisticadas do que as utilizadas por empresas estrangeiras sediadas em Portugal.
Num relatório de 2004 do Global Entrepreneurship Monitor é revelado que Portugal tem uma baixa taxa de actividades empreendedoras, nesse ano e nesse relatório referia que só existiam quatro empreendedores em cada cem portugueses.
Assim , um inquérito recentemente feito a gestores estrangeiros radicados em Portugal revela que, em média, os nossos gestores são encarados como sendo demasiado formais , autocráticos, e pouco eficientes na gestão do tempo, alêm de pouco apostarem no planeamento estratégico e no trabalho de equipa. O mesmo diagnóstico é traçado num estudo de Miguel Pina e Cunha, que conclui que, apesar de se terem registado algumas melhorias nos ultimos anos, a qualidade média dos nossos gestores ainda deixa um pouco a desejar. Nomeadamente, segundo este estudo, muitos dos gestores portugueses são um pouco "paroquiais", continuam a improvisar em demasia, tomam resuloções muitas vezes " em cima do joelho" e deixam muitas decisões para a última.
Igualmente, em média, as empresas nacionais tendem a adoptar técnicas de gestão menos sofisticadas do que as utilizadas por empresas estrangeiras sediadas em Portugal.
Num relatório de 2004 do Global Entrepreneurship Monitor é revelado que Portugal tem uma baixa taxa de actividades empreendedoras, nesse ano e nesse relatório referia que só existiam quatro empreendedores em cada cem portugueses.
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