Segundo vários organismos, como por exemplo a OCDE, a taxa de crescimento do PIB - na zona EURO - para 2010 será nula - 0% - o que atendendo aos valores negativos deste ano, até não será mau de todo.
Ora, meus caros e minhas caras, e quem é que vai comprar os bens e serviços que geram este PIB??!!. Segundo as mesmas projecções, temos:
- O consumo privado cairá 0,2%;
- O investimento em habitação po parte das familias cairá 3,4%;
- O investimento das empresas cairá 2,1%;
- As exportações (com a taxa de câmbio alta do Euro a ajudar) cairão mais de 1%;
- E as importações, por força da menor procura privada interna, também cairão o mesmo ou menos do que as exportações.
Com todos estes constituintes do PIB a cair, devemos perceber como é que o resultado final será um valor de crescimento 0%:
- não cai porque os Estados vão continuar a comprar mais, o consumo público irá subir 1,4% e o investimento público mais de 6%.
Para a zona Euro já não é grande noticia, mas então para Portugal - que deverá registar valores idênticos - é, no minimo preocupante, já que:
- teremos no final deste ano um defice acumulado de mais de 75% do PIB e uma divida externa que se aproxima desse valor. Se para o ano continuarmos a endividar o Pais ao mesmo ritmo, então o melhor é começarmos a ver as noticias e as reportagens do que se passou na Islândia porque assim, quando ocorrer por aqui, não será novidade!!
BBBOOOOOMMMMMMM!!!
P.S. - De realçar que desde 1974, e antes, nas finaças, na economia e acima de tudo na gestão global de Portugal só tem passado por lá gente de elevada craveira, e grande capacidade e de grande conhecimento. Obrigado pelo belissimo trabalho que têm desenvolvido!
Artigo de opinião de Vitor Martins Romão
domingo, novembro 29
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2 comentários:
Acrescentaria ainda que, para os estados, no nosso caso Portugal, para se investimento, como é sabido é necessário massa monetária. Como nós não temos, inevitavelmente endividamo-nos continuamente, com uma tendência insustentável, de cairmos no abismo.Cada vez mais existe uma ligação entre a inovação,a modernização tecnológica, a qualidade e a competitividade das empresas para a conquista de mercados externos. Em contraponto, existe uma relação,de endividamento externo a contracção e crescimento do produto, que muitos já consideram de curto e médio prazo.
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