Tem-se ouvido muito ruído, nestes últimos tempos sobre a justiça em Portugal. Conscientemente, acredito que com um sistema judicial transparente, equidativo e para todos, irá trazer mais investimento para Portugal. Ou então para qualquer outro país de Africa que esteja em vias de desenvolvimento. Sim, Africa, porque só num país em desenvolvimento é que a justiça está subdividida entre pobres e afortunados. Oiço muita gente nessa caixinha mágica, de nome televisão, a dizer que a justiça é complexa. Ora, parece-me que a justiça é complexa na sua execução, e é por isso que os advogados e juizes queimam as pestanas a estudar tijolos cheios de anotações durante a sua vida académica e profissional.
Mas a justiça tem de ser cristalina no momento em que exerce o seu poder, para que o pastor da serra, com a quarta classe, seja capaz de compreender a decisão que condena o senhor banqueiro que meteu ou desviou (e não roubou como é apelidado à classe pobre) milhões ao bolso.
Subitamente olhamos à nossa volta e vimos um barco a ir lentamente ao fundo, contundo os seus marinheiros continuam a bordo, preocupados unicamente em salvar os seus bens pessoais do que propriamente evitar que o barco afundasse. É um lastro de egoisto que apenas acelera o desastre. Ao contrário do Titanic, a justiça portuguesa colidiu com um icebergue chamado "poder politico".
Boas leis são essenciais para o desenvolvimento económico. Sem elas não conseguimos nada, mas precisamos também de uma boa justiça, ágil, com pessoas preparadas e competentes à margem de qualquer tipo de pressão.
Já dizia o admirável Medina Carreira que "O grande motor do crescimento económico é a sociedade, os seus grupos privados e os cidadãos, por isso devemos dar-lhes condições de crescer".
HAJA SAÚDE e FELIZ 2010
ncanhita
quarta-feira, dezembro 30
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